terça-feira, 23 de abril de 2013

Contribuição Indígena a Capoeira

Celebramos no último dia 19, o Dia do Índio. Tive vontade de fazer esse post na semana passada, mas infelizmente não pude, então venho hoje trazer essas informações.
Existem muitas contradições quanto a origem da Capoeira. Tudo que se conhece, foi passado oralmente pelos antigos mestres. Porém, com muitas pesquisas, podemos com certeza repetir as palavras do Presidente Getúlio Vargas, ditas em 1937 "A capoeira é o único esporte genuinamente brasileiro". Mas você deve estar se perguntando, e o que os índios tem a ver com isso? Justamente. A contribuição deles é que pode comprovar que a Capoeira nasceu em nosso país. Vamos lá:


A própria denominação do termo. Caso a capoeira fosse africana, seu nome derivaria de algum dialeto deste continente. Mas não, a palavra capoeira é de origem Tupi Guarani. Os tupinólogos são unânimes em aceitarem o termo "Caa"  como mato e "Apuarema" ou "puêra" com ralo, pequeno... A junção dos dois termos origina Capoeira, o que inicialmente significa mato ralo, mato pequeno. Nossa arte então, ganhou este nome, por essas "capoeiras" servirem de esconderijos temporários para os negros que fugiam da perseguição. Quando os "inimigos" se aproximavam, eles saíam de trás das "capoeiras" desferindo golpes com os pés e com as mãos. Começaram então a serem conhecidos como "negros da capoeira"  e depois com tempo, somente Capoeiras.

Outros termos que encontramos na capoeira, também são de origem indígena. Queixada, que é um golpe de capoeira, tem seu nome originado também do Tupi Guarani, e significa "aquele que corta", bem típico do movimento,, que é uma palavra muito usada em rodas de capoeira como um alerta, também é uma palavra oriunda do Tupi Guarani, e seu significado é o mesmo das rodas de capoeira, significa: "Olhe, veja, preste atenção", interessante isso, e além todas estas lógicas, pessoas ainda buscam a origem do berimbau, que é o instrumento principal das rodas de capoeira, onde sua aparição em rodas também não sabe-se ao certo, e muitas teorias surgem sobre a semelhança com o URUCUNGO que é um instrumento africano, mas tocado parecidamente como se toca um violino, então o violino teria que ser oriundo do urucungo e não o berimbau, pois berimbau sempre foi berimbau e nunca derivou de nenhum outro instrumento, e berimbau também é uma palavra Tupi guarani, que significa "do morro furado".

Durante administração holandesa no Brasil, houve uma luta onde um exército integrado por negros, portugueses e índios potiguaras, resistia a invasão do Príncipe Maurício de Nassau. O comandante deste exército era o Alferes Felipe Camarão, um índio Poty. Os índios dessa tribo, se destacavam por sua valentia e ferocidade, usavam durante o confronto, além de flechas e tacapes, os pés e as mãos, desferindo golpes mortais. Fazia parte da cultura potiguara a dança marana, que tinha como objetivo avaliar a valentia de seus guerreiros. Em círculo, com peneiras de conchas em mãos, os guerreiros potiguás batiam com os pés e as mãos criando um compasso que invocava seus antepassados. Eram acompanhados por tambores, chocalhos e grandes flautas de taquara chamadas mambiras. No centro da roda, os guerreiros, dois a dois, iam revezando-se. defrontavam-se  com golpes de pés e mãos, até que um conseguisse derrubar o adversário no chão. Bem familiar, não é?!

Essas são algumas informações que consegui, creio que existam muito mais. Nada disso foi tirado da minha cabeça, abaixo, vou disponibilizar minhas fontes de pesquisa. Se alguém souber de mais alguma coisa, é só dizer nos comentários, para que nosso conhecimento cresça mais e mais!
Axé! 


Fontes de Pesquisa:
Revista Mundo Capoeira - Número 01 - Ano I
Maio de 1999
Texto "A Capoeira é Brasileira" de Luiz Carlos K. Rocha.

Texto de Douglas Tessuto Professor e Historiador da Arte Capoeira


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...