terça-feira, 30 de abril de 2013

Grão-Mestre Camisa Roxa 1944-2013


Na semana passada quando postei a nota de falecimento de Grão-Mestre Camisa Roxa, confesso que fiquei muito espantada, com o fato de que a maioria, acreditem, a MAIORIA dos capoeiristas que comentavam na postagem, não sabia quem era, ou o confundia com Mestre Camisa. Faço esse post com o intuito de levar informação, para quem precisa dela. saber nunca é demais! 

A Biografia abaixo, foi retirada de uma página da Abadá Capoeira, e você pode visitá-la aqui.


Edvaldo Carneiro e Silva



"Mestre Camisa Roxa foi considerado o melhor aluno de Mestre Bimba. É Grão-Mestre da Abadá-capoeira, título vitalício para o qual foi escolhido por um conselho de Mestres de notório saber. Sua função é de orientador e consultor, sendo o seu título o mais alto grau na Abadá-capoeira. É o capoeirista que mais divulgou a Capoeira pelo mundo, viajou por mais de 50 países, levando a Capoeira como manifestação de arte e cultura brasileira.Camisa Roxa nasceu em 1944, na Fazenda Estiva, no interior da Bahia. Começou a praticar Capoeira aos 10 anos de idade como divertimento, o que mais tarde foi copiado por todos os outros irmãos. Na década de 60, foi para Salvador fazer o científico e começou a treinar na Academia de Mestre Bimba, onde se formou e foi considerado o melhor aluno pelo Mestre. Seus irmãos Ermival, Pedrinho e Camisa também se formaram na Academia de Bimba.O apelido do Grão Mestre surgiu devido ao fato de que ele sempre freqüentava as rodas de Capoeira da Bahia vestindo uma camisa roxa da qual gostava muito. Gostava também de jogar nas rodas de Capoeira tradicional da academia de Mestre Pastinha e nas rodas dos Mestres Waldemar e Traíra na rua Pero Vaz, onde era muito respeitado por sua postura e o grande conhecimento que possuía dos fundamentos da Capoeira.Camisa Roxa pensa a Capoeira como um todo, reunindo Regional e Angola. “Na verdade, bem poucas pessoas compreenderam a verdadeira intenção de Mestre Bimba”, declara o Grão Mestre. “Primeiro ele ensinava com seu método uma Capoeira alta, mas com o tempo a pessoa deveria aprender a jogar baixo”, completa.Camisa Roxa é responsável pela coordenação da Abadá-capoeira na Europa, e realiza regularmente cursos práticos de reciclagem para os instrutores e professores que atuam por lá. É também o organizador do Encontro de Primavera Capoeira na Europa e Jogos Europeus da Abadá-capoeira. Estes eventos visam à integração e a atualização de capoeiristas na Europa através de aulas teóricas e práticas ministradas por mestres convidados do Brasil.Hoje o Grão Mestre dedica grande parte do seu tempo a pesquisas sobre capoeira, sempre em busca de novos caminhos e ampliação de sua visibilidade no mundo. Para ele, no Brasil deveria haver mais união entre os diferentes grupos, para que seja possível estabelecer uma ordem nas atividades e nos ensinamentos. “Talvez uma Capoeira mais disciplinar e a união entre os líderes, produza uma Capoeira com mais responsabilidade e profissionalismo”, afirma. Camisa Roxa diz que ao passar sua experiência procura retribuir tudo o que a Capoeira lhe deu até hoje."



                              Grão-Mestre Camisa Roxa, faleceu no último dia 18 de Abril, até onde sabemos, em decorrência a uma queda de uma laje. Se você conhece capoeiristas que não conhecem esse grande mestre, passe essa postagem para frente, não deixe que uma história tão bonita se perca.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Eventos Final de Semana






COLÉGIO RAUL VEIGA, ESTRADA RAUL VEIGA, NUM. 2511, BANDEIRANTE- SÃO GONÇALO/RJ 
(OBS. PRÓXIMO A PRAÇA DO BANDEIRANTE)






terça-feira, 23 de abril de 2013

Contribuição Indígena a Capoeira

Celebramos no último dia 19, o Dia do Índio. Tive vontade de fazer esse post na semana passada, mas infelizmente não pude, então venho hoje trazer essas informações.
Existem muitas contradições quanto a origem da Capoeira. Tudo que se conhece, foi passado oralmente pelos antigos mestres. Porém, com muitas pesquisas, podemos com certeza repetir as palavras do Presidente Getúlio Vargas, ditas em 1937 "A capoeira é o único esporte genuinamente brasileiro". Mas você deve estar se perguntando, e o que os índios tem a ver com isso? Justamente. A contribuição deles é que pode comprovar que a Capoeira nasceu em nosso país. Vamos lá:


A própria denominação do termo. Caso a capoeira fosse africana, seu nome derivaria de algum dialeto deste continente. Mas não, a palavra capoeira é de origem Tupi Guarani. Os tupinólogos são unânimes em aceitarem o termo "Caa"  como mato e "Apuarema" ou "puêra" com ralo, pequeno... A junção dos dois termos origina Capoeira, o que inicialmente significa mato ralo, mato pequeno. Nossa arte então, ganhou este nome, por essas "capoeiras" servirem de esconderijos temporários para os negros que fugiam da perseguição. Quando os "inimigos" se aproximavam, eles saíam de trás das "capoeiras" desferindo golpes com os pés e com as mãos. Começaram então a serem conhecidos como "negros da capoeira"  e depois com tempo, somente Capoeiras.

Outros termos que encontramos na capoeira, também são de origem indígena. Queixada, que é um golpe de capoeira, tem seu nome originado também do Tupi Guarani, e significa "aquele que corta", bem típico do movimento,, que é uma palavra muito usada em rodas de capoeira como um alerta, também é uma palavra oriunda do Tupi Guarani, e seu significado é o mesmo das rodas de capoeira, significa: "Olhe, veja, preste atenção", interessante isso, e além todas estas lógicas, pessoas ainda buscam a origem do berimbau, que é o instrumento principal das rodas de capoeira, onde sua aparição em rodas também não sabe-se ao certo, e muitas teorias surgem sobre a semelhança com o URUCUNGO que é um instrumento africano, mas tocado parecidamente como se toca um violino, então o violino teria que ser oriundo do urucungo e não o berimbau, pois berimbau sempre foi berimbau e nunca derivou de nenhum outro instrumento, e berimbau também é uma palavra Tupi guarani, que significa "do morro furado".

Durante administração holandesa no Brasil, houve uma luta onde um exército integrado por negros, portugueses e índios potiguaras, resistia a invasão do Príncipe Maurício de Nassau. O comandante deste exército era o Alferes Felipe Camarão, um índio Poty. Os índios dessa tribo, se destacavam por sua valentia e ferocidade, usavam durante o confronto, além de flechas e tacapes, os pés e as mãos, desferindo golpes mortais. Fazia parte da cultura potiguara a dança marana, que tinha como objetivo avaliar a valentia de seus guerreiros. Em círculo, com peneiras de conchas em mãos, os guerreiros potiguás batiam com os pés e as mãos criando um compasso que invocava seus antepassados. Eram acompanhados por tambores, chocalhos e grandes flautas de taquara chamadas mambiras. No centro da roda, os guerreiros, dois a dois, iam revezando-se. defrontavam-se  com golpes de pés e mãos, até que um conseguisse derrubar o adversário no chão. Bem familiar, não é?!

Essas são algumas informações que consegui, creio que existam muito mais. Nada disso foi tirado da minha cabeça, abaixo, vou disponibilizar minhas fontes de pesquisa. Se alguém souber de mais alguma coisa, é só dizer nos comentários, para que nosso conhecimento cresça mais e mais!
Axé! 


Fontes de Pesquisa:
Revista Mundo Capoeira - Número 01 - Ano I
Maio de 1999
Texto "A Capoeira é Brasileira" de Luiz Carlos K. Rocha.

Texto de Douglas Tessuto Professor e Historiador da Arte Capoeira


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Eventos Final de Semana

ENCONTRO INTERNACIONAL DE CAPOEIRA CAIS DA BAHIA MG.
DATA 19 Á 21 ABRIL DE 2013
LOCAL : HORTO MUNICIPAL DE BETIM MG , ÁS 14 HS 





As 18 horas








terça-feira, 16 de abril de 2013

Certidão de Nascimento de Mestre Pastinha

"Depois de uma certa polêmica com relação ao verdadeiro nome de Mestre Pastinha, nosso querido amigo, parceiro e um dos mentores deste Portal, Mestre Decanio, nos brindou com um documento de raro valor histórico: A Certidão de nascimento de Mestre Pastinha, documento este que veio iluminar o assunto... A confusão e a demora em corrigir um artigo publicado em nosso portal em 2007 que falava diretamente sobre o grande Mestre Pastinha, foi agravada pela referência ao nome do mestre na consagrada Enciclopédia Online a Wikipédia - (http://pt.wikipedia.org) cujo artigo principal com o nome do mestre, fazia referência a JOAQUIM VICENTE FERREIRA PASTINHA.
Depois de alguma pesquisa com mestres diretamente ligados a história e tradição da capoeira Angola, assim como discípulos e conhecedores da vida e da obra de mestre pastinha, conseguimos uma prova irrefutável do verdadeiro nome de mestre Pastinha. Aproveitamos o documento de raro valor histórico para compartilhar e corrigir a sua referência na Wikipédia."
"Vicente Ferreira Pastinha (Mestre Pastinha), nascido em 1889 dizia não ter aprendido a capoeira em escola, mas "com a sorte". Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no 'Museu da Imagem e do Som', mestre pastinha relatou a história da sua vida: "Quando eu tinha uns dez anos - eu era franzininho - um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua - ir na venda fazer compra, por exemplo - e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza." A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.
"Um dia, da janela de sua casa, um velho africano assistiu a uma briga da gente. Vem cá, meu filho, ele me disse, vendo que eu chorava de raiva depois de apanhar. Você não pode com ele, sabe, porque ele é maior e tem mais idade. O tempo que você perde empinando raia vem aqui no meu cazuá que vou lhe ensinar coisa de muita valia. Foi isso que o velho me disse e eu fui". Começou então a formação do mestre que dedicaria sua vida à transferência do legado da cultura Africana a muitas gerações. Segundo ele, a partir deste momento, o aprendizado se dava a cada dia, até que aprendeu tudo. Além das técnicas, muito mais lhe foi ensinado por Benedito, o africano seu professor. "Ele costumava dizer: não provoque, menino, vai botando devagarinho ele sabedor do que você sabe (...). Na última vez que o menino me atacou fiz ele sabedor com um só golpe do que eu era capaz. E acabou-se meu rival, o menino ficou até meu amigo de admiração e respeito."
Foi na atividade do ensino da capoeira que Pastinha se distinguiu. Ao longo dos anos, a competência maior foi demonstrada no seu talento como pensador sobre o jogo da capoeira e na capacidade de comunicar-se. Os conceitos do mestre pastinha formaram seguidores em todo Brasil. A originalidade do método de ensino, a prática do jogo enquanto expressão artística formaram uma escola que privilegia o trabalho físico e mental para que o talento se expanda em criatividade. Foi o maior propagador da capoeira angola, modalidade "tradicional" do esporte no Brasil."



* A Certidão de nascimento de Mestre Pastinha foi partilhada pelo nosso querido amigo e um dos mentores do Portal Capoeira, Mestre Decânio.





Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...