quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Conheça mais sobre o Atabaque


Fonte de Pesquisa: Capoeira Social Clube
ATABAQUES
O atabaque é um importante instrumento nas rodas de Capoeira. Com ele se faz a marcação do ritmo, acompanhando o berimbau. É sabido que sempre foi originalmente utilizado nos rituais africanos tribais e religiosos e desde a época das senzalas, quando os escravos se reuniam para praticar seus rituais e em meio dos quais foi iniciada a prática da capoeira como sistema de ataque e defesa, o atabaque sempre esteve presente.
Não são conhecidas informações de que tenham trazido seus instrumentos de além mar e ao contrário disto, foi comprovado que nos cascos ocos das árvores, esticavam com cordas o couro de animais, normalmente bodes, e dali tiravam o som. Esta prática de estirar o couro é comum e utilizada até hoje por muitos capoeiristas e também os seguidores do candomblé, músicos e artesãos. O recipiente foi variando com o tempo e foram desenvolvidos suportes para o couro imitando as barricas onde antigamente eram guardadas as bebidas como a cachaça, feitos com réguas de madeira presos em anéis de ferro. Muitos continuam fiéis às tradições de seu povo e continuam a usar os ocos dos troncos, outros usam até de porcelana.
Hoje muitos atabaques são feitos em processos industriais, até de resina e neste caso, os trançados de corda muitas vezes são substituídos por tarraxas para prender o couro e a afinação com ferramentas para aperto dos parafusos.
Nos modelos mais tradicionais e também os mais valorizados, vale todo o empenho do artesão na fabricação do instrumento. O processo inicia-se com a retirada da pele dos animais, hoje em dia feito pelos curtumes. A pele recebe um curtimento, inicialmente com sal depois são adicionados outros produtos, para evitar a deteriorização e para conservação da pele.
Para começar a montar o atabaque, o couro é lavado para retirar os aditivos de conservação e deixado ao sol para secar. Ao se definir o tipo de trançado que será utilizado para esticar o couro, normalmente de boi ou bode, ele é deixado de molho na água para se tornar flexível, furado nas marcações de passagem da corda e finalmente apoiado sobre o suporte de madeira. Utilizam-se aros de ferro que são colocados em torno do “pé de madeira” que servirão de alavanca para se esticar o couro. Ali amarrado o couro seca. entre os aros e o pé de madeira são colocados cunhas de madeira que servirão para a afinação do atabaque.
Em todo o mundo, cada região que tem em sua cultura a utilização de atabaques e tambores, desenvolve seus próprios tipos de trançados de cordas para a amarração das cordas e diferentes suportes para o estiramento do couro.

CURIOSIDADES SOBRE O ATABAQUE

A fabricação de um atabaque

Os xamãs sempre se utilizaram de objetos mágico-religiosos que lhes conferiam poder às cerimônias e rituais, assim como os talismãs que os protegiam. O tambor é considerado universalmente como um instrumento indispensável do xamanismo. É o veiculo pelo qual os xamãs fazem suas viagens a outros mundos. O tambor também é usado para invocar espíritos, para curas, para afastar espíritos malignos.
O tambor deverá adquirir uma alma antes de ser utilizado. Alguns o preparam com banhos de ervas, evocações, defumações, canções, preces, etc. Deve ser honrado o sacrifício do animal e da árvore, pois estes espíritos também falarão através do toque do xamã. Os nativos norte-americanos associam o toque do tambor às batidas do coração da Mãe-Terra e também ao som do útero. O tambor dá acesso à força vital através de seu ritmo.
O tambor é considerado o cavalo, ou a canoa, que leva ao mundo espiritual. É o instrumento que faz a comunicação entre o Céu e a Terra, que permite ao Xamã viajar ao Centro do Mundo

O Tambor

Muitas sociedades de organização tribal tinham no tambor o instrumento principal de seus ritos e festas. Cada cultura à sua maneira acreditava que a força das batidas de um tambor podia inspirar seus guerreiros para a batalha, ou invocar espíritos para auxiliar nos processos de cura e fertilidade. Os transes dos xamãs, as canções sagradas ou danças de respeito à Natureza para as colheitas, todas elas marcadas por tambores.

E para não falar apenas de sociedades “distantes”, no Brasil conhecemos os ogãs da umbanda que, com seus atabaques, promovem a atmosfera necessária para convidar as entidades a estarem presentes no ritual.Sabe-se também que as batidas de um tambor são mensageiras. Os Griots, da África Ocidental, usavam-no para se comunicarem, possuindo tambores com uma afinação ajustável e que lhe permitiam transmitir diversos toques e criar uma linguagem bem rica. Em muitas culturas e de maneira mais simples nas guerras, eram também transmitidos os comandos de movimentação de um exercito pelas batidas de um tambor.

A verdade é que não nos é possível dizer sobre todos os usos que se faz sobre os tambores, pois eles são tantos quantos a experiência humana é capaz de criar. Mas as batalhas, rituais, música, danças, cura e voz própria com suas mensagens, tudo isto constitui a magia que encanta o tambor, seja ele de que tipo for dentro de uma grande e diversa família

A verdade é que não nos é possível dizer sobre todos os usos que se faz sobre os tambores, pois eles são tantos quantos a experiência humana é capaz de criar. Mas as batalhas, rituais, música, danças, cura e voz própria com suas mensagens, tudo isto constitui a magia que encanta o tambor, seja ele de que tipo for dentro de uma grande e diversa família.

Existe realmente muitos tipos de tambor, por ser um instrumento de fácil confecção. Eles são classificados, no entanto, segundo os materiais utilizados e formatos. Todos fazem parte dos membranofones, que é a categoria dos instrumentos que produz som através de uma membrana, como o couro esticado de um tambor.

Há os interessantes Tambores de Água, que podem receber um pouco de água em seu interior, para modificar o som, ou tendo suas caixas acústicas flutuando sobre uma camada de água. Os tímpanos, os tambores falantes. 

Ao longo da história como nas rodas de capoeira, os tambores, atabaques, djambés ou qualquer que seja o seu
nome ou nacionalidade, tem transmitido os ritos e estórias de muitas civilizações 


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