quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Matéria Jornal Extra 26-09-2012

Hoje logo pela manhã, folheando o Jornal Extra, me deparei com uma imagem de duas crianças jogando capoeira. Fiquei feliz como sempre, mas minha felicidade durou apenas uma fração de segundo, quando li a legenda da foto:

Sabe qual foi a sensação?! REVOLTA. Mas vocês devem estar se perguntando o porquê, e eu explico. Como uma pessoa não qualificada, pode falar de algo que ela não conhece?! Pra começar, não tenho nada contra os praticantes das religiões afro-brasileiras, nem nada contra a capoeira "Gospel" porque Graças a Deus sou católica, e católico de verdade segue a risca os mandamentos, principalmente o "Amar ao próximo como a ti mesmo", isso inclui respeito. Minha revolta veio devido a IGNORÂNCIA. A meu ver, esta legenda foi totalmente infeliz, preconceituosa e sem conhecimento. Eles alegaram que nosso uniforme é branco por causa de religião, e não é! Aliás, umas das únicas coisas boas da matéria, é uma declaração de Mestre Camisa:


"Quem tem religião é capoeirista, não a capoeira."

Até que o resto da matéria é legal e tals, mas a legenda, azedou tudo, como o título da mesma. Não se deve aceitar pessoas sem conhecimento de nossa cultura, falando besteiras por aí não! Devemos mostrar a realidade sobre a capoeira, que tem raízes afro-brasileiras, mas é um esporte e não uma religião. Inadmissível que nos dias de hoje, ainda haja essa discussão. 

Nós sabemos, que ao criar a Capoeira Regional, Mestre Bimba, quis deixar essa modalidade  mais próxima as outras marciais, que usavam... quimono branco; Muitos capoeiristas trabalhavam no cais, e faziam suas roupas de sacos de açúcar ou farinha, que por acaso, eram brancos. Mas a realidade é que o abadá foi inspirado nas roupas usadas pelos escravos, feitas de algodão puro, que é branco.

Bastava jogar no Google, que o infeliz repórter que legendou a foto, saberia o porquê da origem do branco em nosso uniforme, e evitaria um mal-estar.

Mas pra quem quer se aprofundar, vale a pena ler o texto a seguir, retirado do site Capoeira Social Clube:

                                                      DE ONDE VEIO O ABADÁ?
ROUPAS DE ESCRAVOS
Neste link, muito material interessante está disponível para leitura e visualização.

O ABADÁ
Sempre perguntam o porquê das calças e roupas brancas nas rodas de capoeira e pela pintura ao lado, de Debret, já se pode ver alguma semelhança com os trajes usados pelos escravos ao longo dos tempos.
E aí na pintura, vai o nosso velho e bom amigo abadá, no formato de algodão puro, como há muito tempo atrás era usado nas rodas de capoeira.  
A pintura de Debret apresenta um dia de Natal onde os escravos estão encarregados de fazer a entrega de presentes aos amigos de seus senhores.
Neste período era comum também renovar a roupa dos escravos, que neste dia então receberam seus modelitos natalinos.
Para entender melhor este assunto, em primeiro lugar temos que lembrar que a produção de algodão era uma das principais atividades da economia na época, e com isso o preço do produto eram bem acessível.  Como havia em fartura, os mais grosseiros ou “pouco polidos” alem de ser normalmente usado para embalar açúcar e farinha, iam parar nos trajes dos escravos.
Daí que anos após anos, objetivamente há mais de trezentos anos, que temos guardada esta imagem, como a originária calça de um capoeira. E para fazer as devidas homenagens... Usa-se até hoje o abadá, que no Dicionário Aurélio tem como definição:
Abadá s. m. 1. Camisolão folgado e comprido usado pelos nagôs, semelhante ao traje nacional da Nigéria. Mas ainda não estamos muitos satisfeitos apenas com esta definição. Aguardem por melhores...
Mas a vida em alguns casos não era nem tão dura no que diz respeito as roupas dos escravos, como poderemos ver em algumas imagens a seguir.
Já para os menos privilegiados, como aqueles que não tinham a relativa sorte de ir trabalhar dentro das casas grandes das fazendas, a troca de roupa era muito rara, e seus trajes chegavam aos farrapos, fazendo com que as calças ficassem mais curtas.
Daí deduzimos, ter vindo o motivo de um dia termos usado em nossas aulas de capoeira aqueles abadás que “pescavam siri”, batendo nas canelas...Também pelo fato de que o algodão ia laceando com o passar do tempo, o usuário se via obrigado  a enrolar a calça para não correr o risco de tropeçar nela, diminuindo com isso seu comprimento. Faz sentido, pois esta é imagem que guardamos por séculos.
                                                Mais sobre os trajes dos escravos
Trajes: (...) são muito simples – os homens usam calça e camisa, as mulheres camisa e saia, tudo feito de algodão grosso e resistente, de fabricação nacional. Uma ‘baieta’ de lã com forro de algodão, um chapéu de palha ou um barrete completam a indumentária. Nas fazendas que primam pelo tratamento dispensado aos negros, eles recebem três camisas, três pares de calças e os respectivos casacos, um chapéu, um pano que geralmente é enrolado na cabeça, e dois cobertores por ano. Tal fornecimento representa um gasto de 16 a 22 mil réis por cabeça. (...) As mucamas recebem roupas mais finas. O dinheiro que os escravos conseguem com pequenos serviços avulsos é geralmente gasto na aquisição de bugigangas, uma ou outra peça de roupa, fumo, doces, e se a ocasião se oferece, na compra clandestina de cachaça.”
Fonte: (Johann Jakob von Tschudi. Viagem às províncias do Rio de Janeiro e São Paulo. Belo Horizonte-Itatiaia; São Paulo-EDUSP, 1980. p. 56.)
 No livro,Viagem pitoresca através do Brasil. (Johann-Moritz Rugendas. São Paulo, Martins-EDUSP, 1972. pp. 147-157.) se diz:
 “Grande parte da população escrava do Rio de Janeiro acha-se empregada em serviços domésticos, com pessoas ricas ou de posição. É um artigo de luxo, inerente antes à vaidade do senhor do que às necessidades da casa. Esses escravos usam librés fora de moda que, acrescidas aos turbantes e penteados esdrúxulos, fazem deles verdadeiras caricaturas... têm predisposição para a de cores vivas e de fitas.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Como Surgiu o Berimbau

Pesquisa: Revista Mundo Estranho



Sua origem se perde na poeira dos milênios, porque o instrumento nada mais é que um modelo de arco, um dos primeiros instrumentos usados pelo homem para produzir sons, há quase 20 mil anos. A grande dúvida dos estudiosos, até hoje sem resposta, é se foi o arco usado para atirar flechas que deu origem ao arco musical - tataravô do berimbau - ou se ocorreu o contrário. Seja como for, o instrumento ganhou a forma que tem hoje entre as antigas tribos nativas africanas. Tudo indica que ele teria chegado ao Brasil já em 1538, junto com os primeiros escravos. Aqui, ele passou a ser identificado como elemento típico da capoeira. "O berimbau é a alma dessa mistura de dança e arte marcial, definindo tanto os movimentos quanto o ritmo", afirma a historiadora Rosângela Costa Araújo, doutoranda na USP e fundadora do Grupo Nzinga de capoeira-angola. Isso não significa, porém, que seu som hipnótico se mantenha restrito às rodas de luta.
Na África, ele marca presença como acompanhamento musical de rituais fúnebres - e no Brasil também foi usado, no século XIX, por escravos recém-libertados para atrair compradores para os doces que vendiam nas ruas. Apesar do jeitão de objeto improvisado, o berimbau é um instrumento sofisticado, capaz de emitir várias sonoridades. Numa roda de capoeira autêntica, ele costuma aparecer em trio, cada um com um diferente tamanho de cabaça (sua caixa de ressonância). Quanto maior ela for, mais grave é o som.
Percussão sofisticadaPara tocar berimbau é preciso dominar seus sete componentes
Baqueta
A vareta de madeira, que mede entre 30 e 40 cm, é batida contra a corda para emitir o som
Dobrão
Normalmente é uma moeda velha - mas há quem use uma pedra em seu lugar. Ela é segurada entre o polegar e o indicador da mão esquerda e faz variar as notas emitidas pelo berimbau, dependendo da pressão que faz na corda
Cabaça
O fruto seco e limpo da cabaceira (árvore comum no norte do Brasil) tem o formato de uma cuia e funciona como caixa de ressonância
Verga
O arco, com cerca de 1,60 m de comprimento, é feito geralmente do caule de um arbusto chamado biriba, comum no Nordeste
Corda
O fio de arame de aço bem esticado costuma ser arrancado de pneus radiais
Amarração da cabaça
O barbante que prende a cabaça à verga ajuda a passar para ela o som emitido pela corda
Caxixi
O pequeno chocalho (com pedrinhas, sementes ou búzios) reforça a marcação do ritmo



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Eventos Final de Semana







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Conheça mais sobre o Atabaque


Fonte de Pesquisa: Capoeira Social Clube
ATABAQUES
O atabaque é um importante instrumento nas rodas de Capoeira. Com ele se faz a marcação do ritmo, acompanhando o berimbau. É sabido que sempre foi originalmente utilizado nos rituais africanos tribais e religiosos e desde a época das senzalas, quando os escravos se reuniam para praticar seus rituais e em meio dos quais foi iniciada a prática da capoeira como sistema de ataque e defesa, o atabaque sempre esteve presente.
Não são conhecidas informações de que tenham trazido seus instrumentos de além mar e ao contrário disto, foi comprovado que nos cascos ocos das árvores, esticavam com cordas o couro de animais, normalmente bodes, e dali tiravam o som. Esta prática de estirar o couro é comum e utilizada até hoje por muitos capoeiristas e também os seguidores do candomblé, músicos e artesãos. O recipiente foi variando com o tempo e foram desenvolvidos suportes para o couro imitando as barricas onde antigamente eram guardadas as bebidas como a cachaça, feitos com réguas de madeira presos em anéis de ferro. Muitos continuam fiéis às tradições de seu povo e continuam a usar os ocos dos troncos, outros usam até de porcelana.
Hoje muitos atabaques são feitos em processos industriais, até de resina e neste caso, os trançados de corda muitas vezes são substituídos por tarraxas para prender o couro e a afinação com ferramentas para aperto dos parafusos.
Nos modelos mais tradicionais e também os mais valorizados, vale todo o empenho do artesão na fabricação do instrumento. O processo inicia-se com a retirada da pele dos animais, hoje em dia feito pelos curtumes. A pele recebe um curtimento, inicialmente com sal depois são adicionados outros produtos, para evitar a deteriorização e para conservação da pele.
Para começar a montar o atabaque, o couro é lavado para retirar os aditivos de conservação e deixado ao sol para secar. Ao se definir o tipo de trançado que será utilizado para esticar o couro, normalmente de boi ou bode, ele é deixado de molho na água para se tornar flexível, furado nas marcações de passagem da corda e finalmente apoiado sobre o suporte de madeira. Utilizam-se aros de ferro que são colocados em torno do “pé de madeira” que servirão de alavanca para se esticar o couro. Ali amarrado o couro seca. entre os aros e o pé de madeira são colocados cunhas de madeira que servirão para a afinação do atabaque.
Em todo o mundo, cada região que tem em sua cultura a utilização de atabaques e tambores, desenvolve seus próprios tipos de trançados de cordas para a amarração das cordas e diferentes suportes para o estiramento do couro.

CURIOSIDADES SOBRE O ATABAQUE

A fabricação de um atabaque

Os xamãs sempre se utilizaram de objetos mágico-religiosos que lhes conferiam poder às cerimônias e rituais, assim como os talismãs que os protegiam. O tambor é considerado universalmente como um instrumento indispensável do xamanismo. É o veiculo pelo qual os xamãs fazem suas viagens a outros mundos. O tambor também é usado para invocar espíritos, para curas, para afastar espíritos malignos.
O tambor deverá adquirir uma alma antes de ser utilizado. Alguns o preparam com banhos de ervas, evocações, defumações, canções, preces, etc. Deve ser honrado o sacrifício do animal e da árvore, pois estes espíritos também falarão através do toque do xamã. Os nativos norte-americanos associam o toque do tambor às batidas do coração da Mãe-Terra e também ao som do útero. O tambor dá acesso à força vital através de seu ritmo.
O tambor é considerado o cavalo, ou a canoa, que leva ao mundo espiritual. É o instrumento que faz a comunicação entre o Céu e a Terra, que permite ao Xamã viajar ao Centro do Mundo

O Tambor

Muitas sociedades de organização tribal tinham no tambor o instrumento principal de seus ritos e festas. Cada cultura à sua maneira acreditava que a força das batidas de um tambor podia inspirar seus guerreiros para a batalha, ou invocar espíritos para auxiliar nos processos de cura e fertilidade. Os transes dos xamãs, as canções sagradas ou danças de respeito à Natureza para as colheitas, todas elas marcadas por tambores.

E para não falar apenas de sociedades “distantes”, no Brasil conhecemos os ogãs da umbanda que, com seus atabaques, promovem a atmosfera necessária para convidar as entidades a estarem presentes no ritual.Sabe-se também que as batidas de um tambor são mensageiras. Os Griots, da África Ocidental, usavam-no para se comunicarem, possuindo tambores com uma afinação ajustável e que lhe permitiam transmitir diversos toques e criar uma linguagem bem rica. Em muitas culturas e de maneira mais simples nas guerras, eram também transmitidos os comandos de movimentação de um exercito pelas batidas de um tambor.

A verdade é que não nos é possível dizer sobre todos os usos que se faz sobre os tambores, pois eles são tantos quantos a experiência humana é capaz de criar. Mas as batalhas, rituais, música, danças, cura e voz própria com suas mensagens, tudo isto constitui a magia que encanta o tambor, seja ele de que tipo for dentro de uma grande e diversa família

A verdade é que não nos é possível dizer sobre todos os usos que se faz sobre os tambores, pois eles são tantos quantos a experiência humana é capaz de criar. Mas as batalhas, rituais, música, danças, cura e voz própria com suas mensagens, tudo isto constitui a magia que encanta o tambor, seja ele de que tipo for dentro de uma grande e diversa família.

Existe realmente muitos tipos de tambor, por ser um instrumento de fácil confecção. Eles são classificados, no entanto, segundo os materiais utilizados e formatos. Todos fazem parte dos membranofones, que é a categoria dos instrumentos que produz som através de uma membrana, como o couro esticado de um tambor.

Há os interessantes Tambores de Água, que podem receber um pouco de água em seu interior, para modificar o som, ou tendo suas caixas acústicas flutuando sobre uma camada de água. Os tímpanos, os tambores falantes. 

Ao longo da história como nas rodas de capoeira, os tambores, atabaques, djambés ou qualquer que seja o seu
nome ou nacionalidade, tem transmitido os ritos e estórias de muitas civilizações 


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Capoeirista Rodrigo Simas é o vencedor da 'Dança dos Famosos 2012'


Rodrigo Simas, o "Forte", filho do famoso Mestre Boneco, se sagrou Campeão da Dança dos Famosos 2012.

Rodrigo Simas explica que a capoeira ajudou nos ensaios dos ritmos da competição: “A capoeira me ajudou 100% não só no "Dança", mas na vida. Ela dá uma base de disciplina, ritmo e cultura muito boa”, explica.

Rodrigo Simas conquistou 114.4 pontos, enquanto Claudia Ohana totalizou 114.2. Eles dançaram dois ritmos na finalíssima da 'Dança dos Famosos', da TV Globo, e foram muito elogiados pelos jurados.



Dança e capoeira
Rodrigo afirma que a dança foi uma descoberta em sua carreira e que não pretende parar. Em entrevista exclusiva à CARAS Online, o ator afirmou que conseguiu se destacar no programa por conta do contato com a capoeira. “Ela ajuda você ter condicionamento físico, saber ouvir, ter ritmo”, destacou.
Em um dos programas, ele chegou a ser convidado para ser integrante da nova formação do grupo Dzi Croquettes, que nos anos 70 que confrontaram a sociedade, dançavam e apareciam com vestes femininas. Mas, segundo o ator, no momento não será possível conciliar os trabalhos. Ele está no elenco da novela Malhação, da TV Globo.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eventos Final de Semana

SE CHOVER A RODA VAI SER NA ACADEMIA CORPU'S
RUA GAVIÃO PEIXOTO, 142 - ICARAÍ - NITERÓI
(ESQUINA COM A RUA PRESIDENTE BACKER)




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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Marcello Melo Jr. estreia nas novelas de época como um capoeirista arruaceiro

Fonte: TV Globo


O personagem Caniço vai usar a capoeira em brigas de rua

Marcello Melo Jr gravou as primeiras cenas da novela em São Luís (Foto: Lado a Lado/TV Globo)O ator Marcello Melo Jr comemora sua estreia nas novelas de época. Em Lado a Lado, ele será o capoeirista Caniço."Ele é um cara sem discernimento. Um arruaceiro! Tem uma índole duvidosa, com uma certa tendência para a maldade. Acaba se envolvendo em armações por causa da Berenice, que manipula ele", conta o ator.

O convite para interpretar o Caniço surgiu quando Marcello ainda estava no ar, na novela A Vida da Gente. "Fiquei muito feliz porque já estava tudo encaminhado", conta o ator. Depois de um curto período de férias, ele já embarcou rumo a São Luís, no Maranhão, onde ele passou quinze dias. "Deu a impressão de que era o Rio de Janeiro do início do século e foi muito legal", revela o ator.
Zé Maria (Lázaro Ramos) e Caniço (Marcello Melo Jr) são capoeiristas de índoles bem diferentes
Marcello, que fez capoeira dos dez aos 16 anos de idade, não teve dificuldade para gravar as cenas de luta. "Já fiz capoeira no Nós do Morro, mas não segui as cordas, porque era uma aula alternativa. Quando fiz as aulas para o personagem só reativei a memória", conta o ator. O gingado dele é tão bom que rendeu elogios do coreógrafo e bailarino Jaime Arôxa durante a preparação do elenco.
Tudo o que ele puder usar para expressar sua agressividade, ele usa. Por isso, utiliza a capoeira como arma"
Macello Melo Jr
Ao contrário do personagem Zé Maria, interpretado por Lázaro ramos, que defende a capoeira apenas como uma forma de expressão da cultura negra de origem africana, o Caniço tende à maldade e usa a capoeira em brigas de rua. "Tudo o que ele puder usar para expressar sua agressividade, ele usa. Por isso, utiliza a capoeira como arma", revela. Na vida real, Marcelo Mello Jr. conta que foi bastante orientado pelos mestres da capoeira a usar a luta apenas de forma pacífica.  "Os professores sempre foram disciplinados e disseram para tomar cuidado, não mexer com outros grupos, até porque cada roda é uma roda. Por isso, eu acabei tendo mais conhecimento do assunto e aprendendo a identificar a maldade. Tem gente que gosta de se exibir e já vi até um cara derrubando uma menina. Eu gosto da capoeira como uma expressão artística, mais dançante", conta o ator.

Ágil e flexível, o Marcelo Mello Jr. deve exibir um belo espetáculo de capoeira durante a novela. A interação com Lázaro Ramos também ajuda no resultado final. "Ele é uma pessoa super generosa! Eu sou fã dele e esse trabalho é uma oportunidade de trocar experiência. A gente está sempre passando o texto juntos e brincando muito", revela.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Capoeira na Nova Novela das 6

Estreou ontem dia 10/09/2012, mais uma novela das 6, na Rede Globo, Lado a Lado. A trama de João Ximenes Braga e Cláudia Lage conta a história de duas mulheres: Laura (Marjorie Estiano) e Isabel (Camila Pitanga), que apesar de origens e criações distintas, elas ambicionam o mesmo futuro de igualdades. A novela se passa no ano de 1904 e mostra um período de transição no Rio de Janeiro. Lado a Lado terá a supervisão de Gilberto Braga e direção de Dennis Carvalho Vinicius Coimbra.
Mas porque estamos falando disso aqui?!
Lázaro Ramos em cena que luta capoeira
Por isso. A trama vai falar sobre o começo da república, o surgimento do samba, a chegada do futebol no Brasil, o fim dos cortiços, o início das favelas cariocas no início do século XX, e trazer como tema principal o nascimento da mulher moderna na sociedade brasileira. E promete mostrar muita Capoeira

Lázaro Ramos viverá o barbeiro que joga capoeira em “Lado a Lado”. O ator conta que já era capoeirista e voltou a praticar para o papel.

“Eu fiz várias aulas em 2002, na época do Madame Satã, aí fiquei dez anos sem treinar e retornei à novela por causa da capoeira. Nas cenas mais acrobáticas tem um dublê que ajuda, mas na maioria das vezes sou eu mesmo”, disse Lázaro.

Em breve, mais informações sobre a capoeira na novela e personagens.



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